O projeto Barcos do Brasil prevê a preservação e a valorização de lugares onde o patrimônio naval é mais expressivo, onde ainda é possível encontrar, em atividade, tipologias de embarcações tradicionais de extremo valor no contexto nacional e até mesmo internacional. Pouco conhecido (e reconhecido), o patrimônio naval brasileiro passa, aos poucos, a estabelecer-se como um dos ramos mais ricos e diversos do patrimônio cultural, e também mais ameaçado de desaparecimento.

Ações de modernização da frota, substituição de barcos de madeira por fibra de vidro e alumínio, motorização e industrialização da atividade pesqueira fazem parte das políticas e dos financiamentos públicos atualmente em vigor. Por outro lado, as mesmas linhas de crédito possibilitam, igualmente, a restauração de embarcações tradicionais e sua adequação às normas de segurança e sanitárias vigentes, de modo adaptado e compatível com o patrimônio naval. Países como Portugal, França, Espanha, Inglaterra, Chile e outros, já passaram por processos de “modernização e desenvolvimento” da pesca e da fabricação de embarcações, resultando, na maioria das vezes, no total aniquilamento dos últimos remanescentes do patrimônio naval tradicional, que é resultado de séculos (talvez milênios) de aperfeiçoamento tecnológico e que implica no mais profundo conhecimento humano sobre a relação entre os recursos disponíveis e o ambiente natural onde está inserido.

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